
“Quem me dera, hoje, lidar com os velhos monstros da infância. Brincar de super-heroína e vencer o bicho-papão com meu super-cobertor. Simples, né? Dar uma trégua pra vida real, pra essa eterna guerra cotidiana que eu enfrento. Porque eu tô merecendo, sabe? Um pouco de descanso, paz e tranqüilidade. E lidar com a facilidade da minha infância seria perfeitamente aceitável nessas horas. Sem preocupações, dores ou responsabilidades. Apenas relaxar, fechar os olhos e não ter com que me preocupar no dia seguinte. Eu nem ao menos me reconheço mais. Pouca coisa restou ao meu redor. E na maioria das vezes, não parece o bastante. E é essa maldita saudade que me atormenta o tempo todo. Desde que tudo mudou, ando sentindo falta de cada fragmento do passado. Muito mais simples, menos complexo. Mais compreensível, até. E com certeza a pior parte de crescer e amadurecer é que os obstáculos ficam á sua altura. E a cada nível, mais dificuldade. Não suporto mais essa correria pra bancar a heroína e salvar meu mundo antes que ele desmorone. Preciso de uns instantes. Alguém que segure as pontas enquanto eu reponho oxigênio. Enquanto eu abasteço a reserva de forças já esgotadas. E haja vitalidade! Tenho andado demais, corrido demais e não é por brincadeira. Coisa séria, meus caros. Pobre de mim que vivo sobrecarregada. Sem nenhum apoio, sem nenhuma ajuda. Ás vezes acho que é muita coisa pra pouco eu, mas pensando bem, me sinto lisonjeada de perceber o quanto sou forte por suportar. Mas, epa! Não vá pensar que sou assim o tempo inteiro. Sou humana, carne e osso. E agora reivindico um intervalo de tempo. Estes esforços têm me custado caros demais, já perdi as contas do valor da dívida. Mas apesar disso, não estou disposta a abrir mão.” — Gabriela L. (T-rapeze)


“Já to cansado de ser a 2° opção” Do que você tá reclamando? Você pelo menos é uma opção né? E eu? Entre 2° e 3° eu sou a 58°. Mas quer saber. Eu também já estou cansado. Cansado de sempre me abandonarem. Lembrarem-se de mim só quando algo dá errado e precisam de ajuda. Estou cansado que finjam que se importam e quando eu preciso, não me vejo sendo auxiliado por ninguém. Mas eu sou bobo. Sempre fui. Um idiota. Quando precisam de mim estou lá, ajudando. Enxugando as lágrimas de um filho da mãe qualquer que só procura-me na hora do aperto. Sempre a tornando a 1° opção na minha vida enquanto na dela nem opção eu sou. Mas quando quem chora sou eu, quando quem precisa de ajuda sou eu – ah ninguém se importa é claro – a única coisa que enxuga minhas lágrimas é meu travesseiro. Sempre dando aquela antiga desculpa “não é nada, meu olho tá vermelho porque eu estava coçando” – ah e não posso me esquecer de sempre estar com aquele típico sorriso falso estampado no rosto – mas agora chega. Eu também sei fazer as pessoas de 58° opção. Cansei de ser esse idiota que todos usam. Cansei. Cansei pra valer. Agora será assim, quer ajuda? Vai pedir pra puta que pariu… - Dan (v-adio)

Vive sonhando e se perdendo dentro deles, tenta fugir um pouco da realidade sempre que pode, até porque nos sonhos não se existe um limite, é como se sentir livre, livre pra voar, livre de pessoas, de pesos, de amarguras, livre para fazer o que quiser […] Procura fugir de seus pensamentos tão embaraçosos, das lembranças frustrantes, daquilo que lhe faz mal, que lhe faz sofrer, do que faz seu coração doer tanto, mas ás vezes parece que procura o sofrimento pra si mesmo, se torturando com as fotos e cartas antigas… Se culpando porque tudo deu errado, porque se iludiu, acreditou, confiou tanto… E de repente vem essa nostalgia fora do comum, vontade de querer voltar no tempo, mudar tudo, virar tudo de cabeça para baixo, de fazer com que as coisas fossem diferentes, querer melhorar tudo, fazer as coisas certas… Mas não tem jeito mesmo… Já está tudo feito não é? Resta agora procurar acertar mais, acabar com essa culpa, afinal tudo isso que passou teve mesmo que acontecer, mas é que eu insisto em me culpar por tudo ter dado errado […] -Drama-tica.

Ela sempre foi do tipo de se preocupar com todos em sua volta… Ela amava ouvir os outros desabafando, ela gostava de ajudar, e se sentia importante por isso, fazia sempre com que as coisas dessem certo, ela praticamente vivia para os outros, sempre se importou mais com os que a rodeavam do que com ela própria, os seus próprios problemas os escondia, e jurava para ela mesma de que um dia eles iriam de se resolver, ela não era muito de chorar na frente dos outros e muito menos sair por aí contando o que se passava, ela nunca foi de expor o que estava acontecendo porque ela sabia que ninguém se importaria mesmo […] E isso era verdade . Por isso, passado um tempo ela percebeu que ninguém se importava de verdade com ela, a procuravam apenas quando estavam com problemas, quando não havia mais ninguém por perto. E isso há fez pensar sobre suas atitudes, pensar sobre quem ela era realmente, pensar em quem gostava dela de verdade. Foi difícil, não foi fácil ver que as pessoas á tratavam como ultima opção. Por isso ela decidiu mudar, não pelos outros, mas sim, por si mesma.
ㅤ ㅤ ㅤ ㅤㅤ ㅤ ㅤ ㅤㅤ ㅤ ㅤ ㅤ- ( Drama-tica & You-re-all-i-need ).